E lá vamos nós de novo com a necessidade de postar aqui.
Pensei que chegaria um momento da minha vida onde eu viria aqui apenas em um dia do ano para falar sobre o óbvio. Esse ano eu jurava que não viria aqui tão cedo, ainda estamos no mês dois.
Mas, aparentemente não é o caso.
Ano passado fui "liberada" da minha terapia (apenas pelo fato de eu estar desempregada e grande parte do meu problema ter diminuído), mas pelo jeito estou mais do que precisada de terapia de novo, porque está osso.
E como sempre o problema é meu pai, que está cada dia pior. Ele TEM a caraia da d*pressão e não faz nada a respeito, ele não consegue enxergar tudo o que ele fez para deixar a vida dele chegar nesse ponto miserável que está. E a merda maior é que real não dá para ajudar, e eu tenho zero condição de ajudar, porque o tanto de coisa que ele fez na vida para chegar nesse ponto é grande.
Sigo sempre aquele lema: aqui se faz, aqui de paga.
Não cultivou a família, impossível querer ter algo agora. Não cultivou um amigo, impossível ter algo agora. Não cultivou a saúde, e continua não fazendo nada sobre isso. Enfim, diversas merdas que ele fez ao longo da vida. E agora eu tenho que literalmente aguentar alguém que não quer ser ajudado, foge de qualquer possibilidade de interação que aparece (no caso não sabe interagir sociavelmente, real).
Eu não tenho o que fazer.
E para mim é IMPOSSÍVEL agir como uma família normal agiria, de verdade. A única coisa que eu consigo sentir é um misto de raiva e dó.
Enfim...... Pelo jeito as sessões com a terapeuta terão de voltar, porque eu preciso ter a certeza de que não sou culpada por merda nenhuma.
E eu já disse, ele em casa me da vontade de mudar de casa. Me atolar de qualquer trabalho para juntar qualquer dinheiro e ter a minha casa.
Não tem como florescer em um solo que não foi cuidado, cultivado. Sorry, não tem como.
-
Eu estava com saudade de escrever aqui, essa é a verdade. E essa caralha de assunto está DE NOVO presente na minha vida que eu nem tive tempo de comemorar as pequenas vitórias da minha vida (pequena meu cy, uma BAITA de uma vitória!)
Eu consegui viajar "sozinha", sozinha sem minha mamis e tals. E só eu sei o quanto isso foi uma vitória, uma baita de uma vitória daquelas! Claro, tive algumas crises de ansiedade, mas na real, nada grave. Por ser eu, achei que lidei SUPER bem com elas, apenas algumas alterações de humor aqui e ali, umas noites mal dormidas, mas, num todo SUCESSO TOTAL! Andei de avião, 8h + 3h na ida, mais 10h na volta. E olha, tirei de letra, sucesso!
Eu amei ter visto NY de novo, amei fazer a viagem com minha amiga, apesar dela ser um pouco too much pro meu estilo de vida e tals, mas num todo deu super certo. Porram, eu viajei no meio de uma pandemia sabe, e deu tudo certo! Eu superei todas as paranoias doidas que a ansiedade botou na minha cabeça.
Amei NY de novo, gostei de ver neve (mesmo que tenha sido pouca), não curti o -12, tipo... mesmo! E eu ainda não acho que viajar daquele jeito que eu viajei é o melhor... Quero tentar passar mais tempo da próxima vez, talvez fazer algum curso, tentar viver lá como moradora e não turista, por que andar mais de 20k de passos por dia CANSA. Chegou nos últimos 3 dias eu já estava acordando chorando com preguiça de ir pros lugares, putaquelparil.
Mas, sim, minha ansiedade vai ter que estar um tico mais controlada a próxima vez que eu for, porque ela ainda não está ideal, está melhor, mas ainda falta, sabe?
-
É isso, voltamos com os problemas com o pai que nunca se cuidou, nunca conservou a família e agora fica com cara de cachorro perdido por nunca ter feito nada para manter a boa convivência com ninguém.
2022, por favor, seja bom. Por favor, traga meus shows de volta, eu juro que eu vou SURTAR se eu não voltar a ir em shows esse ano. Sério.
Com todo amor do mundo (e uma pitada de cansaço),
Mari.